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Micropigmentação paramédica refaz a autoestima perdida após cirurgias

Profissional usa técnica para refazer gratuitamente a aréola dos seios de mulheres que sofreram cirurgias

Imagine como fica a autoestima de uma mulher que sofre uma cirurgia drástica, como uma mastectomia. Pois uma das soluções para melhorar a estética é reconstituir a aréola do seio através de uma técnica chamada de micropigmentação paramédica. É, na verdade, uma bela área da micropigmentação, já que envolve arte para “desenhar” a aréola através de microagulhas. Em Santa Cruz do Rio Pardo, a micropigmentadora Mariana Dias, 22, que começou a trabalhar inicialmente como designer de sobrancelhas, desenvolve a técnica e oferece seus serviços gratuitamente para mulheres que não têm condições de pagar.

Mariana usa pele sintética para desenhar
antes da aplicação definitiva

Mariana tinha o sonho de ser médica, mas foi obrigada a abandonar os estudos e passou a se dedicar à técnica de remodelar sobrancelhas. No entanto, ela conseguiu recentemente se formar num curso de micropigmentação paramédica, apesar do alto custo. “São os mesmos aparelhos usados nas sobrancelhas, mas difere em relação às agulhas, profundidade, pigmentos ou simetria”, explicou.
Mariana lembrou que muitas pessoas confundem a micropigmentação com a tatuagem. “É diferente, pois é feita apenas na derme, uma das camadas superficiais da pele. Não se aprofunda muito exatamente para não virar tatuagem”, afirmou Mariana. “Tanto que não é definitiva e tem um tempo de vida útil”, explicou.

O curso, segundo Mariana, foi uma forma de ajudar as pessoas. “E foi emocionante. A gente chora muito com as histórias, pois as mulheres que passaram por este procedimento cirúrgico são verdadeiras guerreiras Afinal, perder parte do seio não é fácil”, disse. Sensibilizada, ela se dispôs a oferecer o serviço gratuitamente. O preço médio, entretanto, gira em torno de R$ 1,5 mil por aréola.
O interessante é que a técnica pode ser aplicada até em homens, já que existem casos de jovens que nascem sem a aréola — somente com o bico. A micropigmentação corrige a estética com bons resultados.
Há outros casos de aplicação da técnica em mulheres que não chegaram a contrair câncer, como vítimas de queimaduras ou acidentes.

Arte em 3D

Quando a mulher perde a aréola, a micropigmentação consegue refazer a área esteticamente mesmo em próteses.
A micropigmentação é superficial e dura, em média, dois anos. Visualmente, o resultado é impressionante. “Fica totalmente realista. O bico, por exemplo, é um desenho em 3D”, disse Mariana. Em casos raros, a mulher precisa retirar nódulos e perde apenas partes da aréola, que são totalmente reconstruídas com a técnica.

Técnica reconstitui a aréola do seio

Mariana contou histórias que presenciou no curso de micropigmentação paramédica, muitas emocionantes. “Eu conheci uma mulher que há sete anos havia feito a mastectomia e, desde então, não se relacionava mais com homens porque tinha vergonha do próprio corpo. “Quando o procedimento terminou, ela chorou muito e disse que finalmente podia voltar a ter algum relacionamento. Estava, enfim, voltando à vida”, explicou.

Não há nenhuma contraindicação para a micropigmentação. “Até mesmo pacientes que ainda são submetidas à radioterapia ou quimioterapia, podem receber a técnica”, disse. “Não há risco algum”, garantiu.
A profissional contou que a micropigmentação, por ser também uma arte, inclui um projeto antecipado. É quando a profissional estuda a cor da aréola e planeja a melhor técnica possível, de acordo com a simetria do seio. “Eu costumo fazer um desenho e conversar muito com a paciente. Tenho, inclusive, vários moldes”, afirmou.
A aplicação é rápida e inclui um retorno depois de 45 dias, quando, se necessário, haverá uma sessão de retoque após a cicatrização. Ao contrário da tatuagem, o local deverá permanecer livre de pomadas ou plásticos.

Mariana Dias atende no “Ateliê Dias”, na rua Euclides da Cunha, 251, perto da papelaria Stoke, em Santa Cruz. O telefone para contato é o (14) 99647-6622.


Fonte: Jornal Debate

 

 


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