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Estúdios de tatuagem de Salvador são alvos de fiscalização da Codecon

Bingha Tattoo foi um dos vistoriados pela equipe

Alvará de saúde, validade da tinta e pigmentação, política de preços das tatuagens e piercings. Estes são alguns dos itens fiscalizados na operação Tatuagem Segura, que teve início na última segunda-feira, 13, e vai até a próxima sexta, 24. A ação é realizada pela Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon), vinculada à Secretaria de Ordem Pública (Semop), e pela Vigilância Sanitária. 

Até a última quarta, 15, quatro estúdios de tatuagem haviam sido autuados por uso de materiais vencidos. Foram 12 vasos de tintas, 1.299 agulhas, 12 agulhas para piercing tipo Jelco, 21 biqueiras e duas pomadas impróprias para uso. Até a data citada, a operação havia passado por dez estúdios nos bairros da Pituba, Itaigara, Barra, entre outros. 

Com isso, foram oito notificações. Três por ausência de informação de preço, uma por lixeira inadequada, duas por ausência de placa antifumo, uma por ausência de informação em língua portuguesa e outra por prazo de validade vencido do material utilizado. 

Procurada, a Semop afirmou, por meio da assessoria, que não poderia informar o nome dos estúdios notificados por questões de preservação da imagem dos estabelecimentos.

Cronograma

Nesta sexta, 17, a operação passou por seis estúdios na região da Barra. A TARDE esteve em um dos locais, mas o proprietário do estabelecimento não permitiu que a equipe de reportagem acompanhasse o procedimento. 

A estimativa é que até a próxima sexta sejam vistoriados mais 18 estúdios por oito bairros de Salvador. A operação não abrange todos os empreendimentos da capital, mas os principais de alguns bairros da cidade, de acordo com a Semop. 

Segundo o coordenador da operação, Alexandre Lopes, a operação analisa os estúdios mais procurados de uma determinada região, e, a partir disso, a vistoria é realizada sem aviso prévio. 

Ele explica que a multa para os estúdios pode variar de R$ 640 a R$ 9,5 milhões, seguindo critérios de potencial econômico do estabelecimento, lucro adquirido pelo estúdio ao cometer a infração, grau do dano físico ao consumidor, dentre outros. 

Procedimento

“Quando identificamos irregularidades, notificamos e damos o prazo de dez dias para a regularização. Depois, retornamos ao local, para analisar se está tudo regularizado. Caso contrário, é instaurado procedimento de auto de infração e o estúdio tem mais dez dias para se defender”, diz Alexandre.

Para os consumidores, Lopes indica cuidados que devem ser tomados no momento de realizar a tatuagem em um estúdio. 

Dentre eles, pesquisar sobre referências do local, pedir que a validade do material seja apresentada no momento do procedimento, solicitar que a embalagem da agulha seja aberta na presença do consumidor, pedir para que o tatuador troque a luva quando sair do procedimento para realizar outra tarefa. 

A fiscal da Vigilância Sanitária Elka Maltês afirma que analisar a higiene do local é um fator determinante. Ela explica que também são fiscalizados o processo de esterilização, a identificação das soluções usadas no processo de tatuagem e a higienização dos instrumentos.

 


Fonte: Henrique Almeida - Uol.


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